sábado, 2 de outubro de 2010

RE - utilização - ciclagem - bolsas de plásticos

Vamos dar uma nova utilidade para aqueles saquinhos de supermercado????

que tal uma bolsa???

Essa é feita de crochê, quem gostar, mãos a obra!!!

















Reduza o desperdício e Reutilize as sacolinhas plásticas

Acessem o link para saber mais sobre reciclagem:
- http://www.plastivida.org.br/2009/sacolas/

gente que faz....bolsa de plástico

Greice de Barba.

O trabalho começa já na hora de conseguir as sacolas…
Na hora de recolher não importa a cor, tamanho e nem se está com alças e o fundo inteiro. Depois de conseguir um bom número é que faço uma seleção por semelhança de estampas, cores, tamanhos…
Feito isso, é hora de fazer a linha e o resultado é esse.


Com os novelos de linha prontos, utilizo uma agulha de crochê normal, com uma ponta grossa como as que são utilizadas para barbante. O resultado de um ponto básico é este:


Depois de feito o crochê, o plástico fica extremamente maleável, macio e resistente.

Com esta trama podemos criar bolsas ecológicas (totalmente sustentáveis), tapetes, pufes, almofadas, forro de sofá, cortina…. ai não tem limite…basta usar criatividade.

A HISTÓRIA:

Batizada de “Viemos do BARRO. Vivemos do PLÁSTICO”, teve origem quando a partir do meu gosto por fazer crochê busquei uma linha diferente das convencionais. Ao iniciar uma bolsa ecológica com esta técnica fiquei encantada e veio uma vontade de divulgar isso, de não guardar comigo apenas.

Foi então que fiquei sabendo do Salão de Artes da Fiema Brasil que ocorreria em outubro de 2008. No salão participariam apenas artistas convidados. Mas descobri quem era a curadora e me apresentei, falei do meu trabalho e ela adorou. Disse que me daria um voto de confiança e que era para eu criar algo especialmente para o Salão.

De início eu pensei em fazer um pufe enorme para as pessoas poderem sentar. Mas no fundo essa idéia não me agradou.

E em uma noite, naqueles minutinhos antes de dormir enquanto nossa mente viaja e pensa em tudo e mais um pouco, me veio a imagem de um DNA. Eu já estava praticamente dormindo, mas deu tempo de escrever um lembrete no meu celular escrito “DNA” que apitou no dia seguinte. Foi o meu momento eureka!

Fiz então várias relações. Desde que nascemos, utilizamos plásticos e embalagens em geral todos os dias, em tudo quanto é ocasião. Ou seja, a necessidade de consumir embalagens já nasce conosco e nada melhor pra mostrar nossa essência que um DNA.

Só que era uma estrutura complexa demais para eu fazer em pequena escala.

Comecei a divulgar e-mails para amigos me ajudarem a recolher sacolas. Saiu até em colunas sociais o meu S.O.S. Sacolas! Mas mesmo assim não era o suficiente.

Em um dia quando resolvi tirar um tempinho pra mim, voltei no campus onde fiz faculdade à convite de uma ex-prof para assistir um seminário de Arte/Educação. Lá conheci o projeto que uma prof. realizou em um arroio de nossa cidade. Ela era prof. de artes e fora do horário escolar organizava as tribos da cidadania da parceiros voluntários. A iniciativa deles cresceu tanto que até a empresa que recolhe lixo na cidade colaborou. Juntaram não sei quantas toneladas de lixo que estava no arroio.

Como eu conhecia essa prof., no final da palestra fui parabenizá-la pela iniciativa e já aproveitei para comentar o que eu havia descoberto e que ao ver o trabalho dela pensei em pedir ajuda para os tais “tribeiros”.

No dia seguinte ela me apresentou via e-mail para a coordenação dos parceiros voluntários de Caxias do Sul. Eles adoraram a idéia. Mobilizaram 5 escolas e em nem um mês conseguiram quase 1000 sacolinhas pra mim. Só assim foi possível selecionar tamanhos, cores e texturas de sacolas para deixar minha escultura com uma aparência bacana.

Como agradecimento, esse ano dei algumas oficinas pra esses alunos que recolheram as sacolinhas.

Contato da Greice de Barba

E-mail profissional: greicearte@hotmail.com
Celular (54)9141-9445

fonte: http://rodrigobarba.com/blog/2009/10/27/croche-com-sacolas-plasticas/

RADAR - o planeta agradece


São Bernardo terá, em 2012, uma Usina de Recuperação de Energia para transformar parte do lixo produzido na cidade em energia elétrica.

O projeto integra o Plano Municipal de Resíduos Sólidos, que também prevê a ampliação da coleta seletiva e da reciclagem, além da construção de um SPAR (Sistema de Processamento e Reaproveitamento de Resíduos).

Instalado no bairro do Alvarenga, junto ao antigo lixão, o espaço terá aproximadamente 30 mil metros quadrados e custará cerca de R$ 220 milhões. Os investimentos serão feitos por meio de uma PPP (Parceria Público-Privado).

O coordenador de projeto Elcires Pimenta Freire, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, explica que o parque será responsável pela triagem e separação dos resíduos, compostagem e produção de biogás, mas destaca que apenas o que não puder ser reaproveitado será destinado à incineração.

“O atual programa de coleta seletiva será ampliado e o Sistema de Processamento e Reaproveitamento de Resíduos proporcionará a utilização até da fração orgânica. Só será usado para a incineração, ou seja, para a produção de energia, aquilo que não puder ser reaproveitado neste processo”, conta. Essa energia limpa poderá ser comercializada no mercado empresarial ou até mesmo aplicada para redução de custos, por exemplo, na iluminação pública.

De acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), a incineração de um quilo de lixo é suficiente para manter um secador de cabelo funcionando por 24 minutos, para um computador ficar ligado por cinco horas ou para um ferro elétrico ficar aquecido por 43 minutos.

São Bernardo tem atualmente pouco mais de 810 mil habitantes, que são responsáveis pela produção de cerca de 650 toneladas de resíduos por dia. Atualmente São Bernardo recicla apenas 1% dos materiais. Como o novo sistema de reaproveitamento o objetivo é reciclar, no mínimo, 10%, além de criar pelo menos mais quatro centrais de reciclagem, ampliando assim o trabalho das cooperativas.

O secretário de Planejamento Urbano e Ação Regional, Alfredo Luis Buso, afirma que esta nova estratégia é fundamental para a cidade diminuir os passivos ambientais. “O maior ganho ambiental para a cidade será o fato de não termos mais de enterrar nosso lixo, além de fortalecermos a reciclagem e produzir uma energia limpa, assim como acontece atualmente em países da europa”, completa.

Já o prefeito Luiz Marinho ressalta que o Sistema de Processamento e Reaproveitamento de Resíduos desenvolvido na cidade será pioneiro no País por englobar não só a incineração, mas a triagem dos materiais e a produção de biogás. Além disso, comemora o fato de ser uma ação importante para o meio ambiente e para a economia da cidade.

O objetivo, segundo ele, é diminuir pela metade os gastos com a destinação final do lixo, que hoje é enviado para o aterro Lara, em Mauá, com um custo médio anual de R$ 14 milhões. “Este é um projeto que trabalha a questão ambiental, mas que também precisa ser economicamente viável. Ele não pode ser mais caro que o atual. Esta nova tecnologia nos trará ganhos ambientais e econômicos. A cidade só tem a ganhar com isso”, finaliza.

O comandante do Paço também não descartou a participação das cidades vizinhas no projeto, entretanto, afirmou que um debate no Consórcio Intermunicipal vai depender do interesse dos demais prefeitos.

Fonte: Repórter Diário